sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os Perpétuos.

Destino.
"...eu vejo as coisas como são, foram e serão.
E ele foi o senhor das coisas que não foram e jamais serão..."


é o mais velho dos Perpétuos.
No princípio havia a Palavra, e ela
foi escrita à mão na primeira página
de seu livro, antes mesmo de
ser pronunciada.

Para os olhos mortais,
Destino é, também,
o mais alto dos Perpétuos.

Alguns crêem que ele seja cego,
enquanto outros, talvez mais
sabiamente,
alegam que ele tenha
viajado além da cegueira e que,
na verdade, não possa ver nada,
exceto "enxergar" os finos
traçados espirais das galáxias
no vazio, observando os
intrincados
padrões da vida em sua

jornada através do tempo.

Destino cheira a séculos e a pó,
um odor que não é desagradável,
e, em suas mãos, sempre traz
um livro, preso ao seu pulso.
Sua voz é como o farfalhar de velhos
pergaminhos numa biblioteca,
tarde da noite, quando as pessoas
foram para casa e os livros
começam a ler a si mesmos.

Ele caminha eternamente por
seu jardim, onde, sempre
no ponto em que ele se
encontra, podem ser vistas
várias trilhas por onde ele

poderá seguir, mas, sempre,
apenas uma por onde ele veio.


Ele não deixa pegadas.

Ele não projeta sombra
.

Death. (Morte)

"O grande momento da vida!"

Talvez este seja o melhor
modo de definir a irmã
mais velha de Morpheus.

Diferentemente do que se
esperava, ela não foi concebida
por Gaiman e Dringenberg
como uma figura sombria e fria,
um 'esqueleto com uma foice',
mas sim como uma bela garota,
que se veste como uma punk,
e que sempre nos passa muito
otimismo e alegria, apesar do
fardo que é o seu "trabalho".

Aliás, em se tratando deste

assunto, sem sombra de dúvida
seu irmão mais novo, Sonho,
é muito mais mórbido e
melancólico que ela.
la traz sempre consigo
seu símbolo: o Ankh.

O Ankh é um símbolo
muito antigo, derivado da

cultura egípcia.
Ele era encontrado sempre
nos hieróglifos, sendo segurado
pelas divindades egípcias
como se fosse uma chave,
o que nos remete ao seu
significado como
"a chave dos portões que

separam a vida e a morte",
já que estes desenhos eram
muito comuns em pirâmides
mortuárias dos faraós.

O Ankh é considerado um
símbolo de vida e fertilidade,
o que torna ainda mais irônico
ser exatamente ele o símbolo
utilizado pela irmã mais velha.

Ela não foi a primeira a vir...
mas será a última a partir.


"Quando a primeira coisa viva
existiu, eu estava lá es
perando...
Quando a última coisa viva morrer,
meu trabalho estará terminado...
Então, eu colocarei as cadeiras
sobre as mesas, apagarei as luzes,
e fecharei as portas do universo,
enquanto o deixo para trás...",
di
sse ela a seu irmão Sonho.

A cada século ela vive
um dia entre nós.


"Uma vez, a cada cem anos,
a Morte prova o amargo sabor da
mortalidade para compreender
melhor sua missão.
Este é o preço por ser a divisora

entre todos os vivos que já foram e os
que ainda irão." Estas são suas
próprias palavras sobre o assunto.

Morte acompanha a cada

mortal duas vezes na vida:
no nascimento,
ela fala nos fala, mas não lembramos
o que ela diz, não se sabe o porquê,
e na morte,
ela nos guia ao descanso eterno.

Sonho.

Este sim é um verdadeiro enigma.

Neste aspecto (e nós percebemos
somente detalhes dos Perpétuos,
como enxergamos a luz através
da minúscula faceta de uma
enorme e impecavelmente
lapidada pedra preciosa), ele
é magro e esguio, com pele
tão pálida quanto a neve que cai.


Sonho acumula nomes para si
da mesma forma que outros fazem
amigos. Mas pouquíssimos são
os que recebem tal título.
Se existe alguém mais intimo dele,
esse alguém é sua irmã mais velha,
Morte, a quem, mesmo assim,
vê muito raramente.


De todos os Perpétuos, exceto

Destino (quem sabe?), ele é o mais
consciente e meticuloso na
execução de suas responsabilidades.


Quando a conveniência
se faz necessária, Sonho
uma sombra humana.

Dentre os muitos nomes a
ele atribuídos, podemos citar:
Sandman, Morpheus, Oneiros,
Moldador, Kai'Ckul e vários
outros em línguas já esquecidas.




E após toda uma era com
o Mestre dos Sonhos a nos
guiar por seu reino de fantasia,
nos deparamos com um novo
aspecto do Sonho...

Aquele que antes era
Daniel Hall, uma criança
gerada no Sonhar, depois
que o Mestre dos Sonhos
foi preso na terra,
transfigura-se e assume
o seu lugar como
Sonho dos Perpétuos.

E este Sonho não é como
seu antecessor... ao menos
é o que todos dizem...

Destruição
Destruição, que refere-se a si mesmo
como 'a ovelha negra da família',
é o membro dos Perpétuos que nos
traz à conclusão de que talvez eles
não sejam realmente necessários.
Podemos vencer as dificuldades sem
que eles nada façam. Segundo ele,
os Perpétuos não têm o direito de
interferir com as nossas vidas.
Nós somos capazes de conduzi-las.

Ele tenta ser criativo, como tem
mostrado em suas "vidas" longe
dos Perpétuos. Um construtor, um
artista, um trabalhador, um chefe,
Destruição passa todo o seu tempo
construindo, ao invés de destruir.

Destruição possui uma sabedoria secular
e uma capacidade de raciocínio muito
acima do que nós podemos racionalizar.
Mesmo sendo um dos mais novos membros
da família, é considerado o "grande irmão"
por todos. Destruição já não discute
mais com sua família. Talvez por isso,
viva sempre de mudança.

"Os Sem-Fim?
Os Perpétuos são apenas padrões.
Os Perpétuos são idéias.
Os Perpétuos são funções de onda.
São motivos repetitivos."

"Nós somos ecos das trevas e nada mais.
Não temos direito de brincar com a vida
deles, ordenar seus sonhos e desejos.
Até mesmo nossas existências são
breves e limitadas. Nenhum de nós vai
durar mais que esta versão do universo."

"Cumpri o meu papel mais do que
adequadamente por dez bilhões de anos.
Uma moeda de dois lados:
destruição é necessária.
Nada novo pode existir
sem a destruição do velho."

"A destruição não cessou com o
abandono do meu reino.
Talvez seja mais descontrolado, selvagem.
Talvez não.
Só não é mais responsabilidade de alguém."



Continua. -q

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